Como ampliar a diversidade LGBT dentro de uma organização? - Canal Tech


A discussão sobre o respeito e promoção de direitos de grupos LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexo) tem se aproximado cada vez mais de empresas do setor de TI, conforme mais e mais organizações estão falando abertamente sobre o tema e incentivando a ampliação da diversidade em seus ambientes corporativos.

Na última sexta-feira (6), a SAP Brasil promoveu na sede latino-americana do SAP Labs, em São Leopoldo (RS), a quarta edição do LGBTI Summit, fórum que reúne apoio de empresas como HP e Dell para a discussão da diversidade no ambiente corporativo.
A SAP Brasil é uma das empresas AAA que tem apoiado a diversidade e respeito a grupos LGBT dentro de sua organização, seguindo uma tendência que já existe há mais de uma década na sede da companhia alemã. No Brasil, o grupo Pride@SAP Brasil surgiu há quatro anos, com o intuito de conscientizar funcionários da organização da importância da ampliação de direitos civis para pessoas LGBT.


"No começo, nós tínhamos apenas pessoas gays e lésbicas fazendo parte do grupo. Depois de um ano, mudamos para ser uma comunidade inclusiva - não só LGBT, mas qualquer pessoa que acredita em igualdade. Aí o grupo começou a crescer muito", contou ao Canaltech o fundador do SAP@Pride, Niarchos Pabalis, citando que 70% de pessoas que participam da iniciativa hoje não são LGBT, mas apoiam a causa.
Com o tempo, o grupo criado na sede do SAP Labs se espalhou para o escritório paulista da empresa, sob a coordenação de Mariana Tomiyoshi, e agora já conta com 140 participantes - o maior número de membros do Pride@SAP no mundo, ultrapassando até o da sede alemã. O grupo brasileiro também motivou a criação de uma versão latino-americana, o Pride@SAP Hispanoamerica, que já contabiliza cerca de 100 membros.

Através do Pride@SAP Brasil, o grupo hoje promove e convida funcionários da SAP para participar de campanhas, palestras e workshops, que buscam tornar o ambiente de trabalho mais inclusivo, além de expandir a conscientização sobre o tema. "No começo a gente teve que falar muito no business case, de convencer a mudar a mentalidade", explicou Pabalis. "Mas logo a empresa abraçou a ideia".

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